ÉTICA, ECONOMIA E TRABALHO NA MODERNIDADE LÍQUIDA

Tiago Martinez
APPRIS EDITORA E LIVRARIA LTDA

49,00

Sob encomenda
15 dias


Para compreender a razão de ser e as consequências da nova economia, é indispensável a organização do pensamento baseado na complexidade. Assuntos complexos exigem um pensamento complexo. A globalização, o processo de reestruturação econômica e o tra balho não podem ser simplesmente compreendidos e, em razão disso, um pensamento ético reducionista sobre tais questões e suas respectivas implicações vai necessariamente produzir resultados negativos. As histórias sobre CEOs e financistas, como se fo ssem heróis ou vilões, por mais satisfatórias que sejam, devem se curvar à realidade. As transformações são estruturais, não pessoais. Por isso, este livro sustenta que não houve uma mudança na natureza humana, mas sim na estrutura do mercado de capi tais, o que possibilitou o aumento da competição e das oportunidades de se alcançarem retornos financeiros cada vez mais altos e em curto prazo. A mudança estrutural proposta pelo capitalismo flexível, marcada pelo abandono da rigidez das organizaçõe s hierárquicas, pela eclosão da reengenharia das corporações e pelas políticas de enxugamento, no qual o que é essencial é se reinventar a todo instante, está atingindo a narrativa de vida de milhões de trabalhadores em todo o mundo, afetando as cara cterísticas mais íntimas e pessoais da existência cotidiana, e deixando-os com a constante sensação de estarem à deriva e vivendo sob intenso risco. Este é um mundo líquido, com o projeto moderno enfraquecido, onde a flexibilidade, a incerteza e a in segurança assumem uma dimensão sem precedentes. Mas quem é o indivíduo e que sociedade é essa que produz e se reproduz com base em um capitalismo que gera injustiças e que domina grande parte do conteúdo das relações humanas? A obra apresenta, ainda, por meio de uma análise detalhada do desenvolvimento do capitalismo norte-americano, a transformação das políticas empresariais, bem como os desafios que devem ser enfrentados pela ética empresarial na formação de um cenário em que a integridade, a transparência e a confiança se tornem predominantes. Além disso, discute os transtornos que o atual regime de trabalho impõe aos trabalhadores e como estes lidam com o processo de reestruturação econômica.